Na última década, os professores têm enfrentado desafios significativos, marcados pelo congelamento de carreiras e greves na procura da recuperação do tempo perdido. Entrevistámos a veterana professora Susana Fetal para obter insights sobre a realidade vivida pelos professores.
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O congelamento de carreiras atingiu em cheio os professores. Desde 2011 muitos educadores viram as suas perspectivas de avanço congeladas, refletindo-se em salários estagnados, promoções adiadas e um desânimo generalizado. “Na altura, aceitei o congelamento, pois foi-me garantido que não havia outra solução para sairmos da péssima situação económica em que o país vivia”, nesta frase é refletida a resignação inicial de muitos professores que, na esperança de contribuírem para a recuperação económica do país, concordaram com uma medida que acabaria por se estender por um período mais longo do que o previsto, no entanto, ao longo dos anos, a realidade tornou-se mais dura para alguns.
“O meu salário foi duas vezes congelado, sendo da última vez durante 10 anos, e não pude progredir na carreira”. O testemunho da professora Susana destaca a longevidade do impacto do congelamento, evidenciando a prolongada estagnação profissional e financeira que muitos professores enfrentaram.